Papa bento 16 em aparecida em 2007
Visitantes na capela das velas
Sala das promessas
Nossa Senhora da Conceição Aparecida move multidões de devotos:
Dizem que a fé move montanhas, mas em Aparecida, a 188 quilômetros de São Paulo, o movimento é dos devotos e visitantes em um dos maiores templos católicos do mundo: o Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. O turismo na cidade gira em torno da 'casa' da padroeira do Brasil e os números que a acompanham são surpreendentes: mais de oito milhões de romeiros passam por ali anualmente, tendo por recorde em um único dia 231 mil visitantes. Pessoas de todo o país (e mesmo religiosos estrangeiros) lotam diariamente esse Santuário religioso que só perde em tamanho para a Basílica de São Pedro, no Vaticano. Em pleno Brasil de sincretismos, impressiona ver a dedicação e a emoção de fiéis diante da imagem de 39 centímetros que se encontra na galeria superior da Basílica. Religiosos que chegam ajoelhados, choro e muita oração são as principais imagens que se vêem aos pés da santa. Mas essa devoção não é de hoje. Em 1717, em uma época de poucos peixes no rio Paraíba do Sul, três pescadores que trabalhavam na região encontraram em suas águas uma imagem quebrada da Senhora da Conceição. Após essa "aparição", a pesca de peixes foi tão abundante que passou-se a considerá-la Aparecida e, posteriormente, Rainha Padroeira do país. A partir daquele momento, a seqüência de milagres não cessou e como prova de seu agradecimento iniciaram-se as primeiras romarias até Aparecida. Os anos foram passando, o acontecimento milagroso foi conquistando a fé de todo o país e o que era uma imagem deteriorada pelas fortes águas do rio Paraíba do Sul transformou a região no maior santuário mariano do mundo.
Beto Carrero World
Bondinhos ligam pontos
Tem estação 24hs
Belas praias e serviços eficientes colocam Balneário Camboriú no mapa da região Sul:
Balneário Camboriú se impõe como um dos principais destinos turísticos da região Sul pela beleza de suas praias, urbanas ou escondidas, e pela eficiência de serviços como hospedagem e transportes. Na última década, a atração do bonde aéreo e uma vida noturna de diversidade crescente incrementaram ainda mais as férias de brasileiros, argentinos e chilenos no litoral catarinense. Os bondinhos dão acesso a um pedaço de mata atlântica com infra-estrutura de lazer e trilhas ecológicas e ligam duas praias fundamentais: a praia Central e a praia de Laranjeiras. Opostas em suas características, as duas atraem multidões nos dias quentes. Separada dos prédios de vários andares por uma pista simples, a avenida Atlântica, a Praia Central tem um longo calçadão que lembra o de Copacabana, no Rio, nas ondas brancas e pretas desenhadas no chão e nos quiosques servindo água de coco e lanches. É possível caminhar pela orla, da Barra Sul ao Pontal Norte, na sombra das amendoeiras, árvore que os moradores chamam de "sete copas". A cada 50 metros erguem-se barracas vendendo churros e milho verde, intercalados por pracinhas e bancos de madeira. O bondindinho passa por ali, da manhã à noite, parando em qualquer ponto. Na alta temporada, funciona 24 horas, ou "toda a vida", como dizem os catarinenses. Comparada ao burburinho do centro, a praia de Laranjeiras é um refúgio sem calçadão, sem automóveis na orla, com alguns bares e um trapiche para passeios de barco. E um mar transparente, que começa a deixar saudade desde que é avistado do alto do bonde aéreo. Duas atrações mais exclusivas de Balneário Camboriú também concorrem para torná-la protagonista no turismo de Santa Catarina: a proximidade do parque Beto Carrero, um gigantesco complexo de entretenimento na cidade vizinha de Penha, e uma praia pioneira no naturismo brasileiro, a praia do Pinho, distante poucos quilômetros de Laranjeiras. Balneário Camboriú fica a 84 km de Florianópolis e lá tudo parece estar por perto: os restaurantes, as casas noturnas, o bonde aéreo, as lojas e shoppings. A concentração traz conforto a grupos da terceira idade e a famílias com crianças que aproveitam as férias para dispensar o uso diário de automóvel. Com cerca de 95 mil habitantes, Balneário é uma cidade que nunca pára na alta temporada. Quando o dia nasce e os últimos freqüentadores das casas noturnas recebem a brisa no calçadão, os moradores já ocupam a praia Central, correndo ou caminhando. Dali a pouco chegam as excursões de ônibus aos hotéis. Começa a intensa produção de churros na beira-mar, e o almoço logo convida a conhecer os famosos chopes e cervejas artesanais de Santa Catarina, até a noite. A cidade segue "toda a vida", como o bondindinho 24 horas.
A 53 km de Campina Grande, a histórica Areia surpreende o visitante com suas ruas estreitas e casarões coloniais geminados e sem recuo frontal da época dos engenhos de açúcar que surgiram na região. Os destaques dessa cidade serrana, declarada Patrimônio Histórico Nacional, são atrativos arquitetônicos como o Teatro Minerva, construção de 1859 considerada o primeiro teatro da Paraíba, e o Casarão José Rufino, casa colonial de 1818 que abriga 12 senzalas e, atualmente, serve como um interessante centro cultural com peças de artistas locais e objetos históricos. A vizinha Bananeiras, a menos de 30 km dali e a 72 km de Campina Grande, também espera seus visitantes com um bem preservado casario histórico que enfeita as ladeiras íngremes de paralelepípedos. A cidade, que possui mais de 80 construções históricas registradas, já abrigou 14 engenhos, entre eles o engenho Rainha que produz cachaça desde 1877. Os amantes de esportes radicais contam também com serviços de ecoturismo na região como a trilha até a cachoeira do Roncador, uma queda com 45 metros de altura, e pedras para a prática de rapel. Por sorte, Campina Grande vai bem além das festas juninas com 30 dias ininterruptos de forró e está pronta para receber turistas durante todo o ano.
Campina Grande vai além do 'Maior São João do Mundo' e surpreende o visitante com serras, edifícios históricos e gastronomia variada:
Campina Grande, a cidade de interior com vontade de ser 'gente grande', se orgulha de seus títulos. Com 400 mil habitantes, é considerada uma das maiores do interior nordestino e um dos polos tecnológicos mais importantes da América Latina; já foi a segunda principal exportadora de algodão em todo o mundo - em uma época em que esse produto era o ouro branco da região; e se autoproclama dona do 'Maior São João do Mundo', esse, sim, o grande (e indiscutível) orgulho desse destino a apenas 120 km de João Pessoa, capital da Paraíba. Mas bem além dos números e das quadrilhas embaladas pelo som da sanfona, Campina Grande reserva atrações turísticas capazes de surpreender quem desembarca pela primeira vez naquelas terras serranas. Localizada no centro e no topo do Planalto da Borborema, o que lhe rendeu a alcunha famosa de 'Rainha da Borborema', a cidade é porta de entrada de uma região serrana que inclui nostálgicas experiências rurais, misteriosos sítios arqueológicos, cidades históricas com casario bem preservado, engenhos que ainda produzem cachaças como se fazia há mais de um século e até estrutura para a prática de esportes de aventura. Para cada região, um tema diferente. Em Galante, um distrito vizinho a 12 km da cidade, o turismo rural agrada os viajantes nostálgicos. Almoços em fazendas embalados pelo forró pé-de-serra tocado ao vivo são a principal atração. Em junho, o local recebe até um trem exclusivo que leva animados foliões ao tal do 'Maior São João do Mundo'. Perto dali, uma imensa rocha que parece flutuar sobre a Serra do Bodopitá atrai fiéis e crentes de todo o Nordeste. Fagundes, conhecida também como a Cidade da Fé, é uma típica cidadezinha do interior que ficou famosa por abrigar a Pedra de Santo Antônio, cuja fenda central é utilizada pela população nordestina para pagamento de promessas e para esperançosos pedidos a esse santo casamenteiro. E para não dizer que faltam mistérios, Ingá preserva um pequeno e interessante sítio arqueológico onde estão inscrições rupestres em baixo-relevo feitas em um paredão rochoso local, conhecidas também como 'itacoatiara' ('pedra riscada', em tupi). Localizado a apenas 37 km de Campina Grande, o sítio guarda belos buracos naturais chamados de caldeirões, alimentados pela força das águas do rio Ingá, que passa sobre eles. No entanto, se a ideia for ir a fundo no quesito 'surpresas da Paraíba' a parada obrigatória é o Brejo paraibano, uma microrregião do estado formada por serras, vales e um improvável clima ameno para os padrões nordestinos. Não é a toa que, no inverno, o Brejo serve de cenário para o evento 'Caminhos do Frio', com uma programação que inclui exposições de artesanato, apresentações de forró e comidas regionais. Tudo isso sob um clima que pode chegar aos 10 graus de sensação térmica.
Frutas típicas como caju e ingredientes do sertão como carne-de-sol, cabrito e macaxeira também ajudam a compor as receitas litorâneas, com resultados surpreendentes.Turistas em busca de emoções fortes podem experimentar um tipo exótico de tapioca que mistura carne-de-sol desfiada com farelo de rapadura. Fortaleza deve seu nome a uma fortaleza mesmo, o Forte Schoonenborch, erguido com engenharia holandesa e rebatizado de Forte de Nossa Senhora da Assunção em 1654, já com os holandeses expulsos pelos portugueses no Brasil Colônia. Localizado no Centro da cidade, próximo da Catedral Metropolitana e do Passeio Público, o monumento está aberto para visitação, ponto de partida para um roteiro histórico. O Beach Park, no município vizinho de Aquiraz, é um programão de dia inteiro, para crianças e adultos. Na praia de Porto das Dunas, o parque aquático conta com dezenas de toboáguas, rio artificial para percorrer com boias, piscinas com ondas e alguns recantos para apenas relaxar, com espreguiçadeiras, cascatas artificiais, sauna e piscina térmica. Lazer de luxo, que atrai cerca de 3.000 visitantes por dia nos meses de alta temporada, tem preços salgados, nos ingressos e na alimentação em quiosques e restaurante. Mas considere que é um investimento em alegria, aquela do tipo explosiva, que faz sair gritando. Só se vê gente triste por ali quando as filas para os toboáguas ficam longas ou às 17h, quando o parque fecha as portas. Outros arredores que valem a visita de dia inteiro, de ônibus, carro alugado ou passeio de agências, são Morro Branco, Cumbuco e Canoa Quebrada. Quem dispõe de mais tempo pode espichar a viagem até lugares míticos como a Juazeiro do Norte de padre Cícero ou uma praia famosa onde, todas as tardes, vários sotaques do país e do mundo se encontram no alto da duna para aplaudir o pôr-do-sol. De Fortaleza e de outras cidades do Ceará partem veículos com essa palavra mágica no letreiro: Jericoacoara.
Fortaleza, no Ceará, oferece sol, calor humano, vista para o mar e, de bandeja, vida noturna animada:
Faz tempo que Fortaleza firmou-se como um grande polo turístico do Nordeste. A capital do Ceará oferece de bandeja aos visitantes - bandeja decorada com toalhinha de renda - boa parte dos ingredientes indispensáveis para férias divertidas na costa brasileira: sol, calor humano, vista para o mar, rede hoteleira eficiente e um listão de atrações culturais em museus e casas de espetáculos. O ponto alto é a vida noturna, animada de segunda a domingo. O forró toma os palcos e as pistas de megadanceterias, mas também a MPB, o samba, o rock, o pagode e a música eletrônica sacodem o corpo, bronzeado ou não, de moradores e visitantes. O mapa desenha uma cidade grande, com espigões, hotéis na orla e 2,5 milhões de habitantes. A rotina dos turistas se volta para o mar, para as praias de Iracema, Meireles e Mucuripe, esta pontilhada de jangadas e de todos os tamanhos de embarcações, na ponta direita, próxima do Iate Clube e do Cais do Porto. Diante da avenida Beira-Mar, as praias principais ligam-se por calçadões que são praticamente um parque de diversões: tem mirantes para ver surfistas e jangadeiros, praças com jardins tropicais à sombra de coqueiros, esculturas, quadras de esporte, centros gastronômicos completos e uma feira de artesanato com centenas de expositores. O calçadão também é fonte permanente de brisa, de sorvete e de água de coco, itens de sobrevivência no calor cercado de asfalto e concreto armado de Fortaleza. Distante cerca de dez quilômetros de Mucuripe, a praia do Futuro parece um mundo à parte, onde os prédios baixos deixam ver o céu por todos os lados. O lugar ganhou fama graças ao conforto high-tech de suas barracas de praia, verdadeiros complexos de lazer pé-na-areia, com piscinas, gazebos, redes, salas de massagem e terapias estéticas, lan house, brinquedos infantis, casas de show e grandes restaurantes. É também dos pontos mais indicados e menos poluídos para, enfim, mergulhar no mar azul da Capital. E ficar boiando, já que a água ali é bem salobra. De volta à região central, merecem visita, já nas primeiras horas da viagem, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e o Theatro José de Alencar. Ambos homenageiam cearenses ilustres no nome. Chamar de dragão o jangadeiro Francisco José do Nascimento não é exagero: em 1881, sete anos antes da Lei Áurea, ele conseguiu paralisar o tráfico de escravos no litoral e virou herói abolicionista. O centro cultural tem áreas nobres para exposições de artes visuais, o Memorial da Cultura Cearense e o Museu de Arte Contemporânea, e também auditórios e espaços ao ar livre para apresentações de música, teatro, capoeira, malabares etc. Diante da praça José de Alencar, o Theatro José de Alencar completa 100 anos em 2010. É uma relíquia da arquitetura de ferro que se deixa conhecer por meio de visitas guiadas, durante o dia, e espetáculos diurnos e noturnos. Nome importante do romantismo, Alencar criou Iracema, Ubirajara e tantos outros personagens indígenas que trouxeram um pouco das florestas brasileiras para a literatura do século 19. A casa onde nasceu o escritor também está aberta para visitação, num sítio longe do Centro, em Messejana. A cultura dos índios, mesclada com as tradições portuguesas dos colonizadores, mostra a sua força em duas marcas valiosas do Ceará, que são o artesanato e a gastronomia. Ambos movem a economia do Estado. A Central de Artesanato (CeArt) elenca dezenas de tipologias artesanais que caracterizam a produção das diferentes regiões . Em Fortaleza, nas feiras, lojas de shoppings, Mercado Central e Centro de Turismo, é possível comprar peças de argila e palha, tecidos bordados a mão ou a máquina, crochê, tecelagem, trançados, pinturas, objetos de couro, cerâmica, madeira e metal, flora regional, rendas de bilro, labirinto, filé e renascença. Num Estado com 573 km de litoral e todos os tipos de praias, das urbanas às desertas, os peixes e frutos do mar são o carro-chefe da culinária. O Ceará exporta lagostas, cuja exploração em grande escala chega a ameaçar a reprodução do crustáceo. O caranguejo merece até uma data especial da semana para o seu consumo: a quinta-feira , "noite da caranguejada" na Praia do Futuro e em outros pontos da cidade. Os cardápios sempre trazem versões de siri, e entre os peixes mais servidos estão o pargo, o robalo e o badejo.
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